A bancada do PSOL na Câmara dos Deputados foi a única a se manifestar contrariamente ao reajuste que equipara os subsídios dos deputados, senadores, ministros, vice-presidente e presidente da República aos rendimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Aprovado nesta quarta-feira (15) na Câmara e posteriormente no Senado, o Projeto de Decreto Legislativo 3036/2010 fixou o subsídio mensal desses cargos em R$ 26.723,13, a partir de 1º de fevereiro de 2011. Atualmente, o valor é de cerca de R$ 16.000,00.
A bancada do PSOL apresentou uma proposta alternativa, propondo que o reajuste fosse feito de acordo com o índice de inflação do período, que foi derrotada pela imensa maioria dos deputados, que votou pelo aumento de 62% nos próprios salários.
“A proposta aprovada eleva o subsídio dos Parlamentares ao teto do funcionalismo. Isso causa imenso impacto nas contas públicas e a incompreensão da população. Enquanto ficamos discutindo se o salário mínimo será R$ 540, R$ 560 ou R$ 580 reais, e todos dizem que não há recursos para isso, o Congresso aprova uma aumento de 62% para deputados, senadores, presidente, vice e ministros”, criticou Ivan Valente.
“É demasia e exagero, algo insustentável do ponto de vista social e político”, afirmou Chico Alencar. “Durante a campanha eleitoral recente, milhares de candidatos e partidos jamais apresentaram essa pretensão que, pelo efeito cascata e pela amplitude, afeta as contas públicas e diz respeito àqueles que representamos. Essa decisão desastrada, exagerada e insustentável aprofunda o abismo e o fosso entre o Parlamento e a sociedade. É, de certa maneira, advocacia em causa própria, o que é sempre questionável”, acrescentou.
O deputado Ivan Valente chamou a atenção ainda para outro problema vinculado ao debate sobre os rendimentos dos deputados: o financiamento privado de campanha. “Todos se indignam com o aumento aprovado nesta quarta no Congresso, o que está correto. Mas é preciso que a sociedade proteste também contra o financiamento privado das campanhas, que injetam bilhões nas contas dos deputados e que certamente abrem as portas para a corrupção. Não há empresa que doe tanto e depois não cobre a fatura na hora da votação de projetos que lhe interessam. Então a sociedade deve sim protestar contra este aumento abusivo, mas também se mobilizar pela aprovação do financiamento público e exclusivo de campanha”, concluiu Ivan Valente.



Olá CAMARADA IVAN.
As centrais sindicais compradas pelo governo não tem a menor intenção de mobilizar os trabalhadores, menos ainda em relação à essa IMORALIDADE no aumento de seus subsidios.
Vamos levantar essa bandeira e levar o povo às ruas.
Melhor partido da atualidade, disparado. Pena que esse tipo de atitude não é destaque na mídia, mas apenas nota de rodapé.
Gostaria de deixar a ideia de que os Deputados do PSOL não aceitem receber o aumento!
Seria algo muito bem visto pela população!
Abraços!
Parabéns à bancado do PSOL pela firmeza e coerência de sempre!
Acho que seria justo citar que alguns outros Deputados também se pronunciaram contra essa loucura.
Abraços Socialistas,
Moscatelli.
Agora só falta acabar com as verbas de gabinete, com um salário desses dá para os “nobres” congressistas se virarem. Isso mostra as reais intenções dos nossos políticos.
Boa tarde deputao Ivan Valente.
No momento que esta noticia do aumento de salarios foi vinculada na imprensa, tive a preocupação de pesquisar quem havia votado contra já que a grande maioria votou a favor.
Me senti feliz por ver que acertei no meu voto. A atitude de vocês do PSOL era justamente a que eu e toda a sociedade espera da classe política. Veja, não sou contra aumento salarial desde que ele tenha critérios similares para toda a sociedade e não apenas para os políticos.
Ao comentar em meu trabalho que havia votado certo, pude perceber como nossa sociedade tem a visão distorcida da realidade. Ouví colegas de trabalho questionarem se vocês do PSOL por acaso devolveriam a diferença ou doariam para alguma instituição.
Apesar de até achar que seria uma atitude nobre, acho estranho que as pessoas prefiram criticar a atitude de vocês e rotulá-la como hipocrita ao invés de questionar os tantos outros que aparentemente legislam em causa própria.
5 minutos para uma votação? Isso é uma vergonha!
Parabéns aos senhores pela postura. Farei questão de divulgar para todos d o meu circulo de amizade que ainda existem politicos sérios e comprometidos com a população e não apenas com os seus próprios bolsos como a grande maioria.
Parabéns, vcs deram um bom exemplo para o país…
Ola Dep Ivan Valente,
Queria parabeniza-lo pela sua postura digna, e fico muito feliz por ter votado em você e em todo pessoal do PSOL.Sou de Sorocaba-SP e que pena que o Raul Marcelo não renovou seu mandato como deputado estadual, mas fiquei muito feliz por você ter ganho.
Continue assim me dando orgulho de ser PSOL.
Gostaria de parabenizár você e também as outras pessoas que representam, não somente o Psol, mas o povo brasileiro.
Vocês me deram mais uma esperança na política, já que estava quase desistindo.
é isso aí.
Parabéns.
Sou do Ceará.
“Se as coisas são inatingíveis, ora pois, não há motivos para não querê-las.
Que tristes e sombrios seriam os caminhos se não fosse a mágica presença das estrelas.”
Mário Quitana
Parabens a voce e ao partido, mas de que adiantou?
Sugestão, para obter resultados, mobilize a população com um abaixo assinado na internet para obter o numero mínimo de assinaturas para impedir que aconteça, ou de outra forma qualquer como foi feito com o Ficha Limpa por exemplo, aí sim é trabalhar contra essa safadeza a favor do povo.
Você foi eleito com milhares votos, utilize essa força, voce ganha e nos ganhamos, voces tem um grande poder de mobilização, caso contrario fica tudo como esta.
Lembrem-se: NEM TUDO QUE É LEGAL É MORAL! Já pensaram o quanto um Ministro do STF teve que estudar para chegar onde chegou? E o político, seja do legislativo ou do executivo: nem sempre são qualificados para a exímia e nobre função a exercer. Nem sequer há requisitos coerentes para a assunção dos cargos políticos. Seria muito exigir nível médio, com a obrigatoriedade de frequentarem um curso com grade curricular necessária ao exercício da função/cargo? Poderia até mesmo dispensar aqueles que já possuem formação condizente para o exercício do cargo / função, mas não eximi-los de requisitos coerentes para uma eficaz atuação! Querer equiparar apenas, sem coerência seria justo? Tomemos como exemplo de incoerência o caso ‘Tiririca’ – o palhaço do povo (ou o povo palhaço?) – onde pela atual legislação eleitoral basta ao candidato atestar que é alfabetizado e está tudo certo! Quanto custa diante de todo este festival de desperdício (equiparação pleiteada + verba de gabinete) e injustiça no legislativo (e no poder público em geral – outros poderes) contratar um profissional Pedagogo para aferir – antes da aprovação da candidatura – se realmente o candidato é alfabetizado? Porque não alteram a lei para cobrar requisitos coerentes para a candidatura? Hoje qualquer brasileiro tem acesso ao ensino público, com qualidade ou não, mas tem e seria perfeitamente coerente cobrar no mínimo nível médio. Onde está o povo que em sua maioria não luta mais e cala-se com qualquer bolsa ‘alguma coisa’, que compra a honra, a dignidade humana até. Que virtudes há num(a) prostituto(a) política: apenas aquelas que são voltadas à prática do imoral, do mau pernicioso. Vamos abrir os olhos da alma (alusão ao Ensaio sobre a Cegueira, do escritor português José Saramago).
PARABÉNS AO PSOL, PARABÉNS AO DEP. IVAN VALENTE
Prezado Mauro,
“Seria muito exigir nível médio, com a obrigatoriedade de frequentarem um curso com grade curricular necessária ao exercício da função/cargo?”
Infelizmente não se pode delimitar com essas qualificações pessoas que irão preencher os cargos do Legislativo e Executivo, ou seja, representar o povo brasileiro…
Mas vamos ter a esperança de que quando o Brasil levar a sério a política e havendo cobranças, menos palhaços irão se candidatar.
Cada vez mais o PSOL se demonstra o partido mais coerente e razoável, por isso pretendo me filiar ao PSOL de Campinas e participar da história deste partido.