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REVOLUÇÃO
CUBANA
Com aproximadamente 10 milhões de habitantes, Cuba,
a maior das Antilhas, na América Central, tornou-se
o primeiro país a manter de forma estável
um governo socialista no continente americano. Essa opção
desencadeou uma reação comandada pelos Estados
Unidos, que resultou no bloqueio econômico.
Em 1818 terminava o Pacto Colonial em Cuba e o país
começava a vender açúcar aos EUA, o
que acabava despertando o interesse norte-americano pela
região.
Em 1968 começava a primeira guerra
de independência, que acabou fracassando porque idéias
democráticas e, principalmente, a decisão
de acabar com a escravidão cortaram o apoio da elite.
Paralelamente, aumenta o interesse americano na região.
A segunda guerra de independência teve como principais
causas os altos impostos, a má safra do açúcar
e, conseqüentemente, o desemprego. A radicalização
da luta atemorizava os EUA, que procuravam um pretexto para
decretar a intervenção no país; o pretexto
viria com a explosão do Couraçado Maine.
Em 1901, o senado americano aprovou a
Emenda Platt que estabelecia:
1 - os EUA possuem o direito de intervir para preservar
a independência de Cuba;
2 - todos os decretos dos EUA, em Cuba, durante sua ocupação
militar, devem ser ratificados e validados;
3 - o governo cubano deverá vender ou alugar terras
aos EUA necessárias para a extração
do carvão ou para a implantação de
linhas férreas.
A Emenda foi adotada em Cuba e começamos
a perceber que todos os governos cubanos deveriam governar
favoravelmente aos interesses norte-americanos e essa característica
predominou até a revolução.
Em 1952, Fulgêncio Batista assumiu o poder e marcou
o seu governo pela violência e repressão. Influenciado
pelos EUA, acabou liberando o país para a ação
da máfia, do tráfico de drogas e da prostituição.
Nesse período, um jovem advogado, chamado Fidel Castro,
abriu um processo contra o presidente Batista,a legando
que o golpe de estado havia ferido o Código de Defesa
Social, mas como a justiça era corrupta, Fidel perdeu
e começou a perceber que para Cuba viver um processo
democrático deveria passar por uma revolução.
Fidel ataca o quartel Moncada e o presídio
político de Santiago, mas acaba sendo preso e condenado
a 19 anos de trabalho forçado. Em 1955, ele foi anistiado
e mandado para o México onde encontrou vários
companheiros revolucionários cubanos e o jovem Ernesto
Guevara, anti-imperialista convicto e socialista, que muito
interessado em lutar por qualquer país da América
contra os Estados Unidos aliasse ao movimento revolucionário
de Fidel, o qual diferente de "Che", como ficou
conhecido devido ao seu sotaque, não possuía
ainda rumos socialistas.
Em 1956, 82 revolucionários desembarcavam
do superlotado iate Granma no litoral sudeste de Cuba, depois
de uma viagem difícil e cheia de problemas acabam
numa emboscada e somente 12 revolucionários prosseguem
na luta.
Refugiam-se, então, nas selvas de Sierra Maestra
e de lá passaram a pregar a luta contra o regime,
divulgando suas idéias através de um pequeno
posto emissor de rádio. Aos poucos constituíram
um exército guerrilheiro que marchou em direção
ao centro do país. Ocuparam cidades e aldeias e promoveram
expropriações de terras distribuindo-as aos
camponeses.
Auxiliados pela completa impopularidade de Fulgêncio
Batista, na metade de 1958 os guerrilheiros já controlavam
todas as províncias orientais da ilha e no final
do mesmo ano levantes em Havana forçaram a fuga de
Batista. Em 1º de janeiro de 1959 colunas guerrilheiras
lideradas por Ernesto Che Guevara e Camilo Cienfuegos
entraram em Havana apoiadas pela população.
Nos dois primeiros anos de revolução, Fidel
Castro promoveu a reforma agrária e a expropriação
de várias empresas norte-americanas. Em 1961, como
represália, os Estados Unidos organizaram uma invasão
de cubanos anti-revolucionários com o apoio aéreo
norte-americano.
A invasão da baia dos Porcos,
como ficou conhecida, foi rechaçada pelas forças
adeptas de Fidel Castro. A partir de então o governo
cubano procurou estreitar suas relações com
a União Soviética em busca de auxílio
material e proteção militar.
Em 1962, a Organização dos Estados Americanos
expulsa Cuba de suas fileiras e os Estados Unidos obrigam
a União Soviética a retirar os mísseis
que havia instalado na ilha. A partir de 1964 os Estados
Unidos lideram um bloqueio econômico a Cuba, praticamente
impedindo qualquer relação comercial entre
os países capitalistas e a ilha socialista.
O primeiro Congresso do Partido Comunista
de Cuba só foi realizado em 1975; no ano seguinte,
realizou-se um plebiscito em que se aprovou a nova constituição
com 97,7% de votos favoráveis, 1% contra e 1,3% de
abstenções.
O país conseguiu grandes avanços sociais após
a Revolução de 1959. Conforme dados de 1981,
Cuba conta com um médico para cada 626 habitantes
e um leito hospitalar para cada 204. A fome foi eliminada,
cada habitante consome 2717 calorias diárias e o
país possui 8,9% de analfabetos. O produto bruto
per capita é de 1500 dólares. A economia cresceu
9,7% em 1981. A dívida externa nesse mesmo ano era
de 3 bilhões e 980 dólares.
Tal como a China, Cuba adotou uma postura
contrária à onda reformista que atingiu a
Europa oriental no final da década de 1980. Os problemas
econômicos do país aumentaram rapidamente em
função da decisão do governo soviético
de intervir menos o possível nos destinos socioeconômicos
e políticos dos demais países socialistas
e reduzir drasticamente seus gastos com ajuda econômica
a essas nações. A economia cubana, isolada
desde 1964, quando os Estados Unidos decretaram o bloqueio
econômico à ilha, e totalmente dependente da
cooperação financeira soviética, viu-se
muito afetada com as medidas de reconstrução
econômica adotadas pelo governo Gorbatchev e posteriormente
o desmembramento da União Soviética.
Fonte: Site Militante
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