A Cúpula dos Povos foi palco para que ambientalistas, artistas, movimentos populares e diferentes atores políticos prosseguimento à campanha contra o novo Código Florestal. Com o anúncio, pela presidenta Dilma Roussef, de vetos parciais ao projeto aprovado pelo Congresso e o envio da Medida Provisório 571/12 pelo governo, a campanha que pregava o “Veta Tudo, Dilma” agora seguirá mobilizando a sociedade com o mote “#oJogoNãoAcabou”.
Em ato realizado no último sábado (16), em uma das tendas no Aterro do Flamengo, os ambientalistas destacaram a importância de manter a sociedade vigilante para que a comissão mista que analisa a Medida Provisória do Código Florestal não deteriore ainda mais o texto. O deputado federal Ivan Valente e o senador Randolfe Rodrigues (PSOL/AP), além da militância do partido, participaram do ato.
Para Ivan Valente, nem os vetos, nem a medida provisória impedem o retrocesso ambiental provocado pela aprovação de um novo Código Florestal no país. “Além de efetivamente não vetar do texto os artigos que anistiam os desmatadores e reduzem as áreas de proteção ambiental, a presidenta Dilma agiu com esperteza política. Apresentou uma MP que vai tramitar no Congresso enquanto acontece a Rio+20 – o que tornará a posição do país mais palatável no cenário internacional – sem qualquer garantia de que, depois, ela será aprovada no Parlamento”, avalia.
A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva criticou o governo ao dizer que o Brasil não deve liderar a luta ambiental mundial através de marketing, mas através de exemplos. Para ela, é um paradoxo o fato do Brasil celebrar, às vésperas da Rio+20, a redução da taxa de desmatamento em mais de 83% ao mesmo tempo em que mina as bases da legislação que permitiram essa redução.
Na manifestação, os movimentos populares alertaram que as mudanças no Código são só o prenúncio de uma série de ataques que a bancada ruralista pretende fazer à legislação ambiental brasileira. Na avaliação de André Lima, da SOS Mata Atlântica, a pauta já anunciada pelos ruralistas incluiu a flexibilização da Lei de Crimes e Infrações contra o Meio Ambiente e a criação de entraves legais para decretação de assentamentos da reforma agrária, reservas de conservação ambiental e terras indígenas e quilombolas.
Também participaram do ato contra as mudanças no Código Florestal personalidades como Dom Guilherme Werlang, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ), o ex-embaixador da Bolívia na ONU, Pablo Solon, representantes das ONGs Greenpeace e WWF Brasil, os atores Marcos Palmeira e Vitor Fazano.
* com informações da Agência Carta Maior.






Amigo Ivan Valente e Marina da Silva, parabéns, a luta continua mesmo,só senti não ter condições para estar aí com você.Estamos na cidade de Santo André, participando da discussão da Lei do Uso do Solo,tentando reverter a proposta colocada pela Prefeitura,e encaminhandao para o Comugesan, sobre as grandes glebas que para serem parceladas,Se passar amigo vai haver a diminuição das áreas vegetadas nos Mananciais.Esse novo código florestal ja está provocando esses comportamento pelas Prefeituras.