Nesta terça-feira (01/06), os líderes partidários se reúnem pela manhã com o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), para a apresentação da nova versão do texto da PEC 300/08, que institui o piso salarial nacional para policiais e bombeiros. Na semana passada, a proposta do líder do PSOL, deputado federal Ivan Valente, de criar uma comissão especial para buscar um texto consensual para a PEC 300 foi aceita pelo presidente da Câmara, Michel Temer. Há, na Câmara, um sentimento favorável a definir um fundo que sustente um piso salarial para a categoria. A proposta já foi aprovada em primeiro turno no Plenário.
Com a concordância das associações de policiais de retirar da proposta o valor provisório – de R$ 3,5 mil ou R$ 7 mil, conforme o posto – que vigoraria até o estabelecimento de um piso definitivo por meio de lei federal, um novo texto será avaliado pelo governo. Os policiais afirmam, no entanto, a importância de o projeto de lei necessário para disciplinar o tema seja enviado rapidamente ao Congresso.
A comissão poderá analisar outras PECs, como a 308/04, que cria a Polícia Penal, e a 549/06, das carreiras policiais. A intenção é resolver as pendências relativas à área de segurança. Ainda que a composição da comissão tenha sido estabelecida em seis parlamentares, Temer informou que todas as lideranças partidárias interessadas no assunto poderão participar.
“Se conseguirmos avançar numa proposta que comporte uma solução política, há condições de votar a PEC 300 ainda este semestre”, afirmou Ivan Valente. “Acredito que é possível estabelecer na constituição um piso salarial; a criação de um fundo, em que união e estados compartilhem responsabilidades; e se chegar a um compromisso de um piso base, que será votado em lei posterior, regulamentadora do processo. Mas tudo depende das propostas do governo federal, dos governadores e da negociação direta com os líderes do movimento da política militar, civil e bombeiros. Que eles entrem na negociação direta”, defendeu o líder do PSOL.
Para Ivan Valente, além da PEC 300, outras propostas de emenda constitucional são fundamentais de serem votadas este semestre, como a PEC 308, a PEC do fim do voto secreto e a PEC do trabalho escravo, votada em primeiro turno desde 2001.
“Havia a proposta de não votar nenhuma PEC até as eleições. Nós fomos contra. O Congresso vai funcionar no mínimo até 15 de julho e tem que enfrentar a pauta que está colocada. Essas questões têm que ser enfrentadas politicamente, desde que tomemos o cuidado para que a questão eleitoral não contamine as votações”, avaliou.
Ivan Valente também lembrou das sessões extraordinárias, cuja pauta não é trancada pelas MPs que tramitam na Câmara. “Nas extraordinárias, tudo pode ser votado. Já está sendo votado o PL da internet nas escolas e há projetos, como o da assistência farmacêutica, que estão há 12 anos na mesa, e que precisam ser votados. O problema é que um debate como o da PEC 300 trava também a sessão extraordinária. Por isso é importante avançar na negociação da PEC 300, porque isso libera a pauta das extraordinárias para qualquer questão, seja de projetos de lei ou emendas constitucionais”, concluiu.
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* Com informações da Agência e da TV Câmara.





