Governo Temer na contramão da igualdade de gênero

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Mal começou, o novo governo golpista já mostra todo seu conservadorismo. Enquanto a preocupação com o empoderamento das mulheres avança significativamente na sociedade civil, Temer teve a proeza de não nomear sequer uma mulher para os ministérios. Algo assim não ocorre desde o governo ditatorial do general Geisel.

A luta pela igualde de gênero é essencial para consolidar a democracia. Enquanto mecanismos de opressão às mulheres existirem será impossível uma sociedade justa e fraterna. Temer, pelo jeito, não pensa assim e menospreza a participação das mulheres na política. Talvez prefira a tese da “bela, recatada e do lar”.

O lema escolhido para embalar o novo governo é “ordem e progresso”, de origem positivista e do século XIX. Inspirado também nesse século, quando a participação nas esferas de poder praticamente se restringia aos homens, as mulheres estão fora do governo.

Esse é o primeiro sintoma da ausência de preocupação com a construção da igualdade e empoderamento das minorias. Assim como as mulheres, negros, indígenas e LBGTs dificilmente terão as suas reivindicações históricas atendidas.

Na contramão da modernidade, Temer começa por em prática a sua “ponte para o passado”. A luta em defesa dos direitos humanos e das liberdades deverá se fortalecer para frear o retrocesso.