Ivan Valente pede vistas ao relatório que altera o Código Florestal Brasileiro

Nesta terça-feira (15/06), o deputado federal Ivan Valente e vários parlamentares pediram vistas ao relatório do Projeto de Lei 1876/1999, que altera o Código Florestal Brasileiro, adiando a votação para a última semana de junho na Comissão Especial que trata do assunto.

De acordo com o líder Ivan Valente, o parecer do relator Aldo Rebelo provoca alterações agressivas ao texto do Código, que somente tendem a prejudicar o meio ambiente e, consequentemente, a sociedade. Para ele, mudanças propostas à Lei 4771/1965, do Código Florestal Brasileiro, deveriam ser debatidas amplamente com a população e apreciada pelo Congresso Nacional somente depois das eleições de outubro.

“Precisamos aprofundar o debate sobre um relatório que é extremamente nocivo ao meio ambiente e só beneficia o agronegócio”, argumentou. Segundo Ivan Valente, ao contrário do que diz o relator, as modificações não estão voltadas para a agricultura familiar, nem ao pequeno produtor, mas sim aos grandes produtores – que inclusive receberam dedicatória especial no documento.

O PSOL apresentará voto em separado contestando o relatório e apresentando uma proposta para o desenvolvimento sustentável do Brasil. “Vamos debater ponto a ponto”, afirmou Ivan Valente. Dentre os pontos mais críticos estão a flexibilização da legislação e autonomia para os estados e a anistia ampla e irrestrita sem plano de recuperação para áreas devastadas.

Para o deputado, a autonomia para os estados legislarem gerará pressão dos produtores no Executivo e Legislativo estaduais para que outras alterações sejam feitas. “Trata-se de um risco ainda maior para o meio ambiente, e que não beneficiará os pequenos agricultores”.
* As informações são da liderança do PSOL.

3 Responses

  1. Rosemary Cioni disse:

    Parabéns por se preocupar com nossas florestas. O Sr. Aldo Rebelo só pode estar delirando! Quando o mundo inteiro está preocupado com o meio ambiente e principalmente querendo preservar a Floresta Amazônica ele quer abrir ainda maiores facilidades para exterminá-la. Tudo que envolva as nossas florestas ou as do mundo inteiro, tem que procurar maiores cuidados e fiscalizações no intuito de preservá-las e não facilitar o seu extermínio.
    Julgaria interessante um abaixo assinado para impedir que se vote em sandices dessa espécie.

  2. Vinicius Nardi disse:

    Eu sou Ambientalista e Preservacionista, de verdade.

    Ambientalistas de verdade são intrinsecamente Justos e jamais defenderão uma Legislação Injusta que joga só sobre os possuidores (80% de agricultores pobres) de áreas a serem preservadas todo o ônus da Preservação que beneficia a todos nós.

    Enquanto isto, os verdadeiros causadores da Devastação, os consumidores médios e ricos, nada pagam pela Devastação que causam, nem pela Preservação necessária para compensar a Devastação causada para a disponibilização dos produtos que consomem.

    Esta Legislação Socialmente Injusta, arbitrária e irracional, não pode ser aceita pela Sociedade local que é quem vai, ou não, Preservar, sendo que até mesmo os Agentes do Estado se constrangem de aplicar algo que percebem ser muito injusto, ficando inaplicável. O resultado real é que não se consegue Preservar.

    Este resultado negativo não incomoda os Pseudo Ambientalistas que insistem em manter como está, demonstrando que o objetivo real não é Preservar. Pergunto: se o objetivo não é Preservar, então qual é?

    Quem age desta forma pode ser qualquer coisa, menos Ambientalista.

    Vinícius Nardi, por uma Preservação Justa e Sustentável
    v.nardi@ig.com.br

  3. Claudio Luiz G. Marques disse:

    Parabéns ao Dep. Ivan Valente pela sua atitude!!
    Os Deputados, que devem representar a sociedade como um todo e não interesses escusos e capitalistas de uma minoria, têm que barrar mais esta “sacanagem” com o ambiente brasileiro e a nação!!
    Com esta atitude totalmente equivocada do sr. Aldo Rebelo dá pra confirmar que o PC do B é comunista só de fachada e só “pra inglês ver”!!!!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *