POBREZA E DESIGUALDADE EXTREMA

A nova métrica que passou a ser utilizada pelo Banco Mundial para definir os níveis de pobreza no mundo computou que 22% da população brasileira vive abaixo da linha de pobreza.

A linha de pobreza, que antes estava fixada em um consumo diário de US$1,90 (dólares) passou para US$3,20 para os países de renda média baixa e US$5,50 para os países de renda média alta, onde se inclui o Brasil. Os 8,9 milhões de brasileiros que sobrevivem com um consumo diário 1,90 dólares passam ao montante de 45,5 milhões quando se considera a linha de pobreza em 5,50 dólares de consumo diário. Ou seja, 1/5 da população vivendo abaixo da linha de pobreza revisada pelo Banco Mundial.

Mas em qualquer métrica que se leve em consideração os números são espantosos e ao mesmo tempo reveladores da extrema desigualdade social brasileira, onde a renda média dos brasileiros ricos é maior que a dos franceses.

O retrato de um país que carrega até hoje a herança da escravidão, na forma de um capitalismo selvagem e elitista que exclui milhões enquanto garante privilégios seculares para poucos. Um quadro que só tende a ser agravado pelo golpismo e sua política de austeridade contra os mais pobres e de proteção dos mais ricos.