Pressão popular conquista importante passo para a recuperação do HU!

Emenda de R$ 48 milhões ao Orçamento de 2018 do estado de São Paulo para o Hospital Universitário (HU) da USP, campus Butantã, foi aprovada na ALESP. Este importante passo para a implementação de uma política de recuperação do HU é fruto de grande pressão popular, especialmente do Coletivo Butantã na Luta, de estudantes de medicina e enfermagem que entraram em greve, do SIntusp, da Adusp e de inúmeras outras entidades e movimentos que se somaram nessa importante mobilização. Ainda tem muita luta pela frente até que a emenda aprovada se concretize em contratações de médicos e outros profissionais, mas não há dúvida de que tivemos uma grande vitória!

A verba de R$ 48 milhões é o valor que, em reunião aberta na ALESP, concluiu-se necessário para repor pelo menos uma parte das grandes perdas de pessoal no atendimento do Hospital Universitário nos últimos anos. A deliberada política de estímulo à demissão “voluntária” somada ao impedimento de contratação de novos profissionais, implementada de 2013 para cá, foi tão agressiva que se chegou agora ao cúmulo de fechar pronto-socorro, primeiro para o atendimento a crianças, logo depois para adultos. Neste mês, houve noite que contou com um único plantonista. O atendimento foi reduzido ao mínimo e o papel de formação de futuros profissionais de saúde ficou gravemente comprometido.

Alckmin e o reitor da USP Marco Antonio Zago são irredutíveis na implementação de seu projeto de desmonte do Hospital para privatizá-lo e jamais se mostraram solidários às 500 mil pessoas atendidas pelo HU na região do Butantã. É chocante que dois gestores formados em medicina demonstrem tanto desdém por um hospital-escola que é centro de excelência. Felizmente, existe energia, tanto dos moradores da região quanto da comunidade da USP, para fazer pressão e buscar saídas consistentes para esta gravíssima situação.

O movimento em defesa do HU USP tem conseguido sucessivas vitórias e está de parabéns. Esse é o caminho: apostar na organização e na resistência popular para se assegurar direitos e, com certeza, essa continuará com mais força ainda em 2018. Estaremos juntos. Continuem contando com o apoio incondicional do nosso mandato.