Volkswagen coloca 8 mil funcionários em férias coletivas em SP

patio vwApós toda uma política de incentivos fiscais à industria automobilística, os efeitos da crise econômica recaem com força sobre o setor. Ao todo, as montadoras já suspenderam 13 mil metalúrgicos no país, só a Volkswagen anunciou o afastamento de 8 mil trabalhadores da linha de produção de sua fábrica em São Bernardo do Campo (SP). GM, Mercedes, Ford e Volvo também concederam férias coletivas para parte de seus trabalhadores.

O mercado de carros zero-quilômetro vive uma grave crise, com queda 16% nas vendas no primeiro trimestre. Um dos agravantes da crise é o aumento nos juros do financiamento, em torno de 14% ao ano, podendo chegar até 55% no caso de carros usados.

Como sempre, as montadoras tentam passar a conta da crise para os trabalhadores, a Mercedes chegou a demitir 500 metalúrgicos e só recuou depois da greve da categoria. As férias coletivas podem ser um prenúncio de demissões no setor e colocam os trabalhadores em alerta.

As montadoras tiveram lucros extraordinários nos últimos anos, mas remeteram a maior parte para o exterior, na prática tornaram-se dependente dos incentivos do Estado e se acostumaram com uma taxa de lucro acima da média.

A crise do setor não deixa de ser um termômetro da economia no geral, se antes o governo errou ao incentivar o uso de automóveis em detrimento do incentivo ao transporte coletivo, agora a desaceleração da economia promovida pela linha ortodoxa do ministro Joaquim Levy de altas taxas de juros e retração do consumo deixa suas marcas.

Como já alertamos em outras ocasiões, o modelo econômico adotado coloca em risco as poucas conquistas sociais obtidas no último período, diminui o poder de compra dos trabalhadores, leva a mais endividamento, recessão e desemprego. O resultado de tudo isso é mais desigualdade social, com as pessoas de menor pode aquisitivo pagando o preço mais alto da fatura, como quer o governo Dilma com as MPs 664 e 665.

Mantado Ivan Valente PSOL/SP

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